Patrimônio Histórico e Cultural Mundial por sua arquitetura barroca peculiar!

O planalto central, remotamente habitado por indígenas, ao fim insistentes explorações paulistanas, foi alvo de duas delas, mas decisivas, nas primeiras décadas do século XVIII. Uma para o Mato Grosso, outra para Goiás. Ao território goiano dirigiu – se Bartolomeu Bueno da Silva, que há décadas atrás ali estivera com seu pai. Ambos (pai e filho) conhecidos como o Anhanguera, procurava ouro de aluvião, encontrado com fartura no leito do rio mais tarde denominado Rio Vermelho.

As lavras passaram a ser chamadas de Minas de Goyaz, em referencia aos índios Goyazes, moradores da região, extintos tempos depois. Bartolomeu, o filho, consumiu 3 anos e2 meses naquela perigosa empreitada.

Em1.728, quando de seu segundo retorno  às  terras do paulistas, receberam o titulo de  Superintendente das Minas de Goyaz. Às margens do Rio Vermelho já havia quatro arraiais: Barra, Ouro Fino, Ferreiro e Sant’Anna. Este último acabou se estabelecendo como a vila Boa e depois Cidade de Goiás, sede do governo até 1933.

O aruamento e os  edifícios,num urbanismo quase casual,adaptavam-se ao acidentado relevo do nascente Arraial de Sant’Anna. No final do século XVIII( 1.783 – 1.788) o governador Luís da Cunha Menezes procurou ordenar o traçado urbano. Construções singelas, funcionais,coladas umas nas outras pela “parede-meia”. Telhas coloniais, de barro cozido,do tipo “capa e bica”. Arquitetura de pedra e cal, de inspiração lusitana, reverberando a claridade do cerrado.

Ao longo de três séculos, a cidade de Goiás é amostra representativa da arquitetura bandeirantista. Seus moradores, designados “Vilaboenses”, se deixam reconhecer através das celebrações religiosas,das irmandades,do artesanato,das Serenatas, das danças típicas que compõem um rico e peculiar patrimônio cultural.

Com a transferência da Capital para Goiânia,nadecadade1.930, muito do Patrimônio Cultural vilaboense foi preservado. A Cidade de Goiás ficou menos expostas às mutilações decorrentes da chamada “modernidade”.

O notável traçado urbano, o casario, as sinuosas linhas de seus telhados, a religiosidade e a cultura popular, tudo isso preservado sob a moldura de um intenso verde das montanhas vizinhas, fizeram com que acidade fosse reconhecida pela UNESCO com patrimônio Mundial em13 de Dezembro de 2001.


Goiás minha Cidade…

Eu sou aquela amorosa

De tuas ruas estreitas,

Curtas,

Indecisas,

Entrando,

Saindo

Umas das outras.

Eu sou aquela menina feia da ponte da Lapa.

Eu sou Aninha.

Cora Coralina

(trecho do poema Minha Cidade)