Fazenda Babilônia

By 22 de setembro de 2014 Culturais No Comments
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Com nome inicial de Engenho São Joaquim, foi construído nos fins do século XVIII, pelo Comendador Joaquim Alves de Oliveira. Considerado a maior empresa agrícola do estado de Goiás em 1800, o engenho além de uma esplêndida plantação de cana de açúcar, possuía também mandioca para a produção de farinha e algodão para exportação, tendo como maior comprador a Inglaterra em seu auge da Revolução Industrial. A produção era tão grande que continha cerca de 200 escravos, sendo 80 mulheres e crianças, e 120 homens para o trabalho braçal.

Em meados de 1851, desiludido com a perda da esposa e filhos, Joaquim Alves perdeu o interesse pelos negócios, deixando a fazenda a mercê de sua própria sorte, vindo a falecer pouco depois, nesse mesmo ano.

Em 1864 foi vendida ao Padre Simeão Estelita Lopes Zedes, que ao chegar lá, deparou-se com diversos agregados e escravos, achando-a mais parecida com uma Babilônia, passaram a chama-la de Fazenda Babilônia,

Atualmente, além de trabalhar com pecuária, a fazenda mantém cerca de 80% da originalidade do casarão. Sendo hoje considerada a mais representativa fazenda histórica do Estado de Goiás, possui uma capela, um pequeno museu de objetos antigos e um fantástico café colonial.